- Doutores, eu acho que vocês não sabem, mas existia vida antes do celular! E olha, vivia-se muito bem, viu!
Foi assim que minha professora começou a aula. Ela tinha um tom de verdade na voz, algo impressionante. Disse aquelas palavras com uma certeza e uma verdade impressionantes. Parecia que estava lendo a sentença do juízo final.
É verdade mesmo. Quando aparece uma inovação, um facilitador para nossas vidas, tendemos a nos acomodar à situação e esquecer como fazíamos antes dela.
Mas essa traquitana não é sempre um facilitador. Eu não sei se vocês percebem, mas o grau de angústia e ansiedade que esse demoniozinho pode gerar é absurdo! Será que alguém já parou para pensar no absurdo que é poder ser localizado a qualquer hora do dia em qualquer lugar?
O sujeito se sente pressionado. Angustiado. Aprisionado. È como nunca estar isolado. É como sempre estar vigiado. É como dormir com a mãe, namorada, pai, chefe.
Salvo engano, lembro-me de ter ouvido meu professor, de outra matéria, dizer que Freud andou estudando o efeito de algumas inovações tecnológicas. O estudo versava mais precisamente sobre o telefone. É, aquele primo pobre, primo não, avô pobre, do tão promíscuo celular.
Ele não entrou em detalhes, mas falou que Freud dizia exatamente isso. Como estes inventos geram um grau de angústia, ansiedade, controle absoluto sobre o indivíduo. O indivíduo não se sente sozinho nunca. È como se nunca se entregasse de corpo e alma àquilo que esta fazendo. Vai ao cinema e lá está aquele portalzinho, aquela possibilidade de te encontrarem. No teatro a mesma coisa. Na aula então.
Enfim. Esse post começou a ser pensado à uma semana atrás, quando minha irmã me atrasou para ir para à faculdade por causa de um celular esquecido. Tal evento voltou a acontecer nesta quarta, e ela, de novo, ficou tensa, me fazendo voltar para pegá-lo.
Acho que é bom repensarmos nossos conceitos. È verdade. Não que o celular seja o demônio na Terra. Muito menos que seja um destruidor de lares, não é isso. Só acho que ele é uma ferramenta, e se for usado como tal é sensacional. Ele não é uma algema. Ele não é a solução. Ele não é porra nenhuma.
em tempo
o post acima só aconteceu porque uma série de eventos coinscidentes me fez pensar no assunto. não tenho pretensão de mudar a relação do mundo com o celular. não tenho nem a pretensão de mudar os hábitos dos meus seis leitores.
Foi assim que minha professora começou a aula. Ela tinha um tom de verdade na voz, algo impressionante. Disse aquelas palavras com uma certeza e uma verdade impressionantes. Parecia que estava lendo a sentença do juízo final.
É verdade mesmo. Quando aparece uma inovação, um facilitador para nossas vidas, tendemos a nos acomodar à situação e esquecer como fazíamos antes dela.
Mas essa traquitana não é sempre um facilitador. Eu não sei se vocês percebem, mas o grau de angústia e ansiedade que esse demoniozinho pode gerar é absurdo! Será que alguém já parou para pensar no absurdo que é poder ser localizado a qualquer hora do dia em qualquer lugar?
O sujeito se sente pressionado. Angustiado. Aprisionado. È como nunca estar isolado. É como sempre estar vigiado. É como dormir com a mãe, namorada, pai, chefe.
Salvo engano, lembro-me de ter ouvido meu professor, de outra matéria, dizer que Freud andou estudando o efeito de algumas inovações tecnológicas. O estudo versava mais precisamente sobre o telefone. É, aquele primo pobre, primo não, avô pobre, do tão promíscuo celular.
Ele não entrou em detalhes, mas falou que Freud dizia exatamente isso. Como estes inventos geram um grau de angústia, ansiedade, controle absoluto sobre o indivíduo. O indivíduo não se sente sozinho nunca. È como se nunca se entregasse de corpo e alma àquilo que esta fazendo. Vai ao cinema e lá está aquele portalzinho, aquela possibilidade de te encontrarem. No teatro a mesma coisa. Na aula então.
Enfim. Esse post começou a ser pensado à uma semana atrás, quando minha irmã me atrasou para ir para à faculdade por causa de um celular esquecido. Tal evento voltou a acontecer nesta quarta, e ela, de novo, ficou tensa, me fazendo voltar para pegá-lo.
Acho que é bom repensarmos nossos conceitos. È verdade. Não que o celular seja o demônio na Terra. Muito menos que seja um destruidor de lares, não é isso. Só acho que ele é uma ferramenta, e se for usado como tal é sensacional. Ele não é uma algema. Ele não é a solução. Ele não é porra nenhuma.
em tempo
o post acima só aconteceu porque uma série de eventos coinscidentes me fez pensar no assunto. não tenho pretensão de mudar a relação do mundo com o celular. não tenho nem a pretensão de mudar os hábitos dos meus seis leitores.
4 comentários:
Ele não é porra nenhuma.(2)
Por isso já taquei um no vaso e dei descarga! (sério)
abraço,
Seu sétimo leitor...
[ATUALIZADO]Ele não é porra nenhuma.(2)
Por isso já taquei um no vaso e dei descarga! (sério)¹
abraço,
Um de seus seis leitores...
1-Um conto deveras engraçado e patético mas contarei, hehe!
Você tem toda a razão... Por isso mesmo vivo trocando de celular e não faço a menor questão de atualizar todo mundo. E nem a minha agenda. Prefiro contar com a memória proveniente de momentos pessoais e intransferíveis.
bjs,
uma das leitoras não incluídas no cálculo
(afinal, vc não tem 6 leitores, mas 6 comentaristas)
Opa, leitora nova mesmo. Com você eu realmente não tava contando, Flávia. Boa tática essa da atualização.
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