Como descrever o indescritível. Descrever é explicar, exemplificar, esclarecer. NÃO ESTOU AQUI PARA ESCLARECER. NÃO ESTOU AQUI PARA ESCURECER. ESTOU AQUI PARA METER A COLHER, E SÓ! A, e sem distinção de assunto, SEM CRITÉRIOS!!
20 julho, 2009
Numb
Mas frequentemente, o rolo seguindo, o filme passando, era como se estivesse apenas representando. Era como uma espécie de anestesia. Mais do que isso. Uma espécie de droga que me deixava entorpecido. Aéreo. Como se não tivesse vivenciando aquilo na sua plenitude.
Pois bem. É domingo. Final dele. Começo da segunda. Minha cabeça é avassalada por pensamentos infames e importantes. Idéias. Conceitos. Inutilidades. Angústias. Dores. Som e Fúria.
Não sei muito bem o que fazer com essa coisa chamada vida. Acho que ninguém sabe. Mas sei que não quero a dormência anterior.
Se conto com amigos lendo este texto, peço à eles que me ajudem nisso. Peço que me mantenham inquieto. Peço que me encorajem. Peço que me empurrem sempre a frente.
Uma fase importante da minha vida termina esse ano. Sinto um pouco de frustração. Não acho que fui completamente honesto comigo, com os outros, com a vida. Mas sinto orgulho em dizer que aprendi.
Aprendi que não posso deixar pra trás sonhos. Vontades. Idéias.
Cresci. Amadureci, eu penso.
Também sei que é chato todo esse papo de auto-ajuda. Mesmo. Foi mal. Mas quero pedir aos amigos que me ajudem a ser insano. Que me mantenham sempre firme.
Seja bom ou ruim, quero sentir todas as sensações. Sentir mesmo. Não quero apenas suporta-las, ou diminuí-las com dormências e subterfúgios.
Espero com essa auto-ajuda ter encorajado alguns, ter avisado a outros, e pedidos a todos que me ajudem.
Só escrevi porque é domingo. Tarde. Muito tarde. Eu precisava falar. Mesmo sabendo que talvez me arrependa, mas afinal isso é viver.
Perdão pelo divã.
Enough is enough.
19 julho, 2009
07 julho, 2009
Tributo ao Rei
Eu acho que isso se dá porque no fundo, todos estamos jogados aqui, nesse mundo, lançados a sorte e a certeza de que vamos morrer, ficaremos privados do convívio daqueles que amamos. Ou seja, sabemos e sentimos, no nosso inconsciente, de que no final vamos perder, vamos sofrer, e na total incerteza.
Aí que entram os artistas. Os artistas tornam esse caminho mais leve. Os artistas tocam nossa alma. Eles nos fazem sentir aquilo que há de melhor no mundo. Eles despertam em nós a experiência do divino. Aquele experiência criativa. Aquela fagulha onde algo novo acontece e com ele suplantamos, mesmo que por um momento, as dores e as angústias da vida.
Hoje foi sepultado um desses grandes. Um desses caras que tinham o dom de tocar o ser humano, fazê-lo esquecer de suas dores, rir, dançar, chorar e se emocionar com suas músicas.
A sua dança nos fazi perder a noção de tempo e espaço. Nos fazia perder a caretice e o enquadramento das leis do cotidiano. Ele suplantava os limites da gravidade e seus movimentos faziam-nos acreditar que era possível e fácil aquele tipo de coisa.
Enfim, este texto foi brotando enquanto eu to assistindo a cerimônia. Ela ta rolando ainda. E eu continuo me emocionando.
Aqui vai a minha preferida dele. http://www.youtube.com/watch?v=e3wShd_bX8A&feature=fvst
Valeu Michael.
Té mais.
25 junho, 2009
entreatos
me sinto mal de abandonar o blog assim. Quase não escrevo. Até porque não espero público, embora me importo com a opnião dele, ainda mais quando não há público mas sim poucos amigos.
a verdade é que é semana derradeira do período na faculdade. São duas da manhã, não consigo dormir e tenho uma prova amahã as nove da manhã. Nem preciso dizer que não estudei. NADA.
a única certeza é uma só. Com o final do período pretendo me dedicar um pouco mais à isso aqui. Ou não né. Quem sabe.
Abraços aos que forem de abraços, beijos às que forem de beijos e aperto de mão aos que forem de aperto de mão.
P.S.: Ah, Truman, você não ta sozinho não bróder.
11 junho, 2009
10 junho, 2009
Logo cedo
O passageiro tira o dinheiro da carteira. A trocadora manda de lá:
T- Olha, troco pra cinquenta eu não tenho. Acabei de pagar uma nota dessas. Só sou obrigada a receber até dez vezes o valor da passagem ( irritada e irônica)
T- Só temos valores exatos senhor. O cartão é de R$ 10,00 (seca)!
P- Claro! A passagem custa R$ 2,80 não é mesmo. Assim fica impossível gastar os R$ 10,00 exatamente, e o troco fica pra vocês! (irritação)
T- Se o senhor tem alguma reclamação, o telefone esta aqui em cima. Temos também o site. Agora eu, euzinha, não tenho nada com isso.
P- Sei... Olha, é óbvio que a minha reclamação não é com a senhora. Eu não tenho e nem quero ter uma relação pessoal com a senhora. Sequer a conheço. Assim como você também não deve querer ter comigo. Agora, aqui nesse ônibus, aqui nesse local, você representa a empresa. E sendo assim, vai ouvir sim minhas reclamações.
T- Hum...
P- Quer dizer que eu não tenho como gastar todo o dinheiro do cartão uma vez que o preço da passagem não é exato?
T- É senhor....
P- E ainda não posso resgatar o troco que nele ficar?
T- Também não senhor...
P- Sei.
T- Olha senhor, eu vou trocar sua nota. Me dê ela aqui.
P- Obrigado hein, a senhora é mesmo muito gentil!
Aturar essas coisas logo cedo é foda viu!
15 maio, 2009
Ponto de Mutação
- Eu sentia saudade daquele tempo, onde acabava a luz e nada podia ser feito. Daí a gente ficava reunido na sala, conversando. Ali eu me sentia vivendo de verdade.
Seis meses atrás, numa aula de antropologia, meu professor contava:
- No metrô, em Barcelona, tive uma experiência reveladora. Lá, muito diferente daqui, eles possuem uma espécie de cronômetro, onde o tempo que falta para o trem chegar fica exposto. Como numa contagem regressiva extremamente reveladora, entediante.
Confesso ter ficado frustrado com aquilo. Ou melhor, nos primeiros dias achava um barato. Depois de uma semana mais ou menos, esperava sempre para que a traquitana falhasse; aquela torcida pelo touro contra o toureiro, sabe?
Isso porque toda essa tecnologia é muito frustrante. Nos maquiniza. Não nos permite sermos humanos. Lá, eles estavam perdendo a capacidade de compreender, entende? Eles não estavam mais atentos aos sinais, como o barulho do trem ao fundo; a luz do mesmo na curva, vindo lá do final da linha; e o vento, característico da velocidade alcançada pelo trem.
Conversando agora a pouco com o “camaradinha” Freud:
“Através de cada instrumento, o homem recria seus próprios órgãos, motores ou sensoriais, ou amplia os limites de seu funcionamento. A potência motora coloca forças gigantescas à sua disposição, as quais, como os seus músculos, ele pode empregar em qualquer direção: graças aos navios e aviões; por meio dos óculos corrige os defeitos das lentes de seus próprios olhos; na câmera fotográfica, criou um instrumento que retém as impressões visuais fugidas, assim como um disco as auditivas, ambas no fundo um poder de rememoração, ampliando sua memória...
... No interesse de nossa investigação, contudo, não esqueceremos que atualmente o homem não se sente feliz em seu papel semelhante a Deus.”
Parece que na ânsia de viver, o homem não vive, sobrevive. Com a ciência e sua onipotência temos que racionalizar o mundo; pesquisar para desenvolver, desenvolver para produzir, produzir para consumir, consumir para ter, ter para ser. E uma vez sendo, esquecer.
04 maio, 2009
surpresa
Entrevista O Globo
ZIGMUNT BAUMAN
RIO - Professor emérito das universidades de Leeds e de Varsóvia, 83 anos, autor de best-sellers como "O mal-estar da pós-modernidade", "Modernidade líquida" e "Amor líquido", o sociólogo polonês Zigmunt Bauman é um ferrenho analista das consequências sociais do que conhecemos como progresso. Nesta entrevista por email, ele discorreu sobre a correria do nosso tempo com o seu jeito claro, objetivo e muito particular.
O GLOBO: O que mudou na nossa percepção do tempo com o avanço das tecnologias de comunicação? Por que andamos com tanta pressa?
ZIGMUNT BAUMAN: Na sociedade contemporânea, somos treinados desde a infância a viver com pressa. O mundo, como somos induzidos a acreditar, tornou-se um contêiner sem fundo de coisas a serem consumidas e aproveitadas. A arte de viver consiste em esticar o tempo além do limite para encaixar a maior quantidade possível de sensações excitantes no nosso dia-a-dia. Essas sensações vêm e vão. E desaparecem tão rapidamente quanto emergem, seguidas sempre de novas sensações a se perseguir. A pressa - e o vazio - é fruto disso, das oportunidades que não podemos perder. Elas são infinitas se acreditamos nelas.
O GLOBO: Como chegamos a esse ponto de estresse e, talvez, cegueira?
ZIGMUNT BAUMAN: Cegueira? Depende de como você olha para o comportamento atual. Muitas pessoas, especialmente os jovens que nunca viram outras formas de viver, diriam que eles mantêm os olhos e os ouvidos muito abertos, e estão muito mais alertas e vigilantes do que os mais velhos, que viveram épocas menos frenéticas. Eles diriam mais: que estando tão alertas, e rapidamente pegando no ar as possibilidades, eles são os sábios, os que sabem viver a sua época. Esse ritmo é o ritmo do tempo que habitam, um tempo que abortou o que eu chamaria de tempo livre, o tempo não preenchido com o consumo de imagens, sons, gostos e sensações táteis. Somos dependentes dos estímulos externos: as mensagens que chegam no celular, o iPod, as conversas pela internet. A alternativa para o tempo não preenchido com esses estímulos não é mais vista como tempo de reflexão, de auto-questionamento, de conversa consigo mesmo, mas de tédio. Nós somos seres que se escoram no que vem de fora. Perdemos a capacidade de nos auto-estimular. Estar sozinho - a liberdade de gastar o tempo com nossos próprios pensamentos, per$e sonhada por nossos ancestrais - é identificado hoje com solidão, com abandono, com a sensação de não pertencer. No MySpace, no Facebook ou no Twitter, o ser humano enfim conseguiu abolir a solidão, o olho no olho consigo mesmo.
O GLOBO: O que o senhor apontaria como o epicentro da aceleração que tornou o mundo tão rápido e tão raso ao mesmo tempo?
ZIGMUNT BAUMAN: A sociedade pegou a estrada de uma vida orientada somente pelo consumo. O ser humano autossuficiente e satisfeito nas suas necessidades materiais ou espirituais perdeu o jogo para o mercado. Qualquer caminho que satisfaça os desejos e que não esteja ligado a compras e lucros é amaldiçoado. Vivemos o tempo do conecta e desconecta.
O GLOBO: Quando visitamos lugares como o Tibete temos a impressão de que eles vivem outro tempo, que têm um relógio diferente do nosso. Quem está mais próximo do tempo real, os tibetanos ou os nova-iorquinos, por exemplo?
ZIGMUNT BAUMAN:O tempo jorra em todos os lugares. E nós envelhecemos no Tibete ou
29 abril, 2009
Devo não nego, pago quando puder
Por enquanto, recomendo fortemente, ótimos post´s!
http://ldvecchi.blogspot.com/2009/04/quote.html
http://mockupcq.blogspot.com/2009/04/e-bela-matou-fera.html
21 abril, 2009
ainda na levada
2) playback;
3) EU SOU UM MERDA
a hora e a vez da revolução,
Adeus ao copiar e colar (ctrl+c / ctrl+v)
http://www.youtube.com/watch?v=uLVtepgE5EY
20 abril, 2009
Mulher de 47 anos, nunca foi beijada, vive sozinha com um gato num vilarejo na Escócia. Essa mulher tenta entrar no show business. O que vocês acham que aconteceu? Muitas risadas.
Pois é, mas o mesmo público que a humilhou e duvidou se emocionou e aplaudiu. O mais impressionante é que aplaudiram 5 minutos após terem execrado. E mais, sem a menor cerimônia.
Crítico é isso. Crítico é o povo. Por natureza. A crítica é o refúgio seguro daqueles que nunca tentaram. E eu to nessa também. Tomei na cara!
http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo
03 abril, 2009
selo lá na liberdade
Foi assim que minha professora começou a aula. Ela tinha um tom de verdade na voz, algo impressionante. Disse aquelas palavras com uma certeza e uma verdade impressionantes. Parecia que estava lendo a sentença do juízo final.
É verdade mesmo. Quando aparece uma inovação, um facilitador para nossas vidas, tendemos a nos acomodar à situação e esquecer como fazíamos antes dela.
Mas essa traquitana não é sempre um facilitador. Eu não sei se vocês percebem, mas o grau de angústia e ansiedade que esse demoniozinho pode gerar é absurdo! Será que alguém já parou para pensar no absurdo que é poder ser localizado a qualquer hora do dia em qualquer lugar?
O sujeito se sente pressionado. Angustiado. Aprisionado. È como nunca estar isolado. É como sempre estar vigiado. É como dormir com a mãe, namorada, pai, chefe.
Salvo engano, lembro-me de ter ouvido meu professor, de outra matéria, dizer que Freud andou estudando o efeito de algumas inovações tecnológicas. O estudo versava mais precisamente sobre o telefone. É, aquele primo pobre, primo não, avô pobre, do tão promíscuo celular.
Ele não entrou em detalhes, mas falou que Freud dizia exatamente isso. Como estes inventos geram um grau de angústia, ansiedade, controle absoluto sobre o indivíduo. O indivíduo não se sente sozinho nunca. È como se nunca se entregasse de corpo e alma àquilo que esta fazendo. Vai ao cinema e lá está aquele portalzinho, aquela possibilidade de te encontrarem. No teatro a mesma coisa. Na aula então.
Enfim. Esse post começou a ser pensado à uma semana atrás, quando minha irmã me atrasou para ir para à faculdade por causa de um celular esquecido. Tal evento voltou a acontecer nesta quarta, e ela, de novo, ficou tensa, me fazendo voltar para pegá-lo.
Acho que é bom repensarmos nossos conceitos. È verdade. Não que o celular seja o demônio na Terra. Muito menos que seja um destruidor de lares, não é isso. Só acho que ele é uma ferramenta, e se for usado como tal é sensacional. Ele não é uma algema. Ele não é a solução. Ele não é porra nenhuma.
em tempo
o post acima só aconteceu porque uma série de eventos coinscidentes me fez pensar no assunto. não tenho pretensão de mudar a relação do mundo com o celular. não tenho nem a pretensão de mudar os hábitos dos meus seis leitores.
22 março, 2009
do.domi.domin.domingo
21 março, 2009
Manchester United x City
Continua com os esclarecimentos do grande Mascardo.
20 março, 2009
06 março, 2009
diversão e arte

Que histórias nós vamos contar, que histórias vamos ouvir e que histórias irão nos ensinar.
Na vida é como se fossemos os roteiristas de nossas histórias. E claro, contamos com a direção de Deus. A fotografia fica por conta do cenário que vivemos, isto é, a cidade escolhida, o local escolhido.
Mas enfim, isso tudo é pra dizer que o filme de hoje, aquele lá de cima, pode ser facilmente enquadrado como um dos melhores roteiros que eu já vi. Uma das melhores histórias que me contaram. Uma trama muito bem contada, onde clichês são ditos não como clichês, mas como obras inéditas.
O ponto alto da história acontece logo no princípio. O grande Jamal, protagonista, deseja o autógrafo de seu ídolo, um ator de seriado. Seu irmão, Salim, o trancou no banheiro na hora que o ator chega ali perto, sendo a única escapatória a mesma saída dos dejetos, isto é, a mesma saída da merda.
Na vida é assim. Se quer algo, tapa o nariz, como o slumdog, se joga na merda e vai pegar! Ponto.
inspire-se (2)
Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar --sem que a isso só te atires,
De sonhar --sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!";
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais --tu serás um homem, meu filho!
01 março, 2009
um gole, uma prosa
Filho
- Porra cara, o cara sumiu por 20 anos também! A menina tinha 5 anos quando ele se foi, agora ta com 25, e nesse tempo todo nunca viu o pai. O sujeito disse pra esposa "Mô, to saindo pra compra cigarros" e vazou.
Pai
- Brincadeira hein, eu sempre falei, ô vicio desgraçado. Além de fazer mal à saúde ainda destrói as famílias.
24 fevereiro, 2009
sen.tir fa.zer
O que se sente não tem valor.
O que se faz sim, é importante.
Não adinta pensarmos que todos são iguais e merecem respeito se continuamos perpetuando atos de intolerência.
De pouco adianta acharmos que somos justos se convivemos e toleramos a injustiça dos outros.
Não adianta pensarmos que amamos alguém, pois se não falamos pra essa pessoa, de nada vale, a felicidade precisa ser compartilhada.
Às vezes nos valemos de uma situação confortável. Pensamos que por pensar de maneira nobre, muitas vezes não é preciso agira de maneira nobre. Mas aquele que pensa com retidão e não haje, continua permitindo que o torto seja torto, e só ele seja conhecido.
Se ama alguém e não fala, então não ama, pensa que ama.
O que se pensa não tem valor, o que se faz sim.
17 fevereiro, 2009
Seu Saraiva
Pronto. Fudeu. Pergunta cretina. Esse merda acha que só porque ele ta todo queimado, todo sorridente, todo animado, todos a sua volta tem que estar também. Por acaso ele acha que minhas férias foram boas?
Ainda me vem com a pergunta que faz minha espinha gelar. Na boa, quando me pedem para contar algo novo eu fico pra morrer, no duro. Toca uma sirene na minha cabeça. Eu tenho a obrigação de responder algo e rápido. Sinto que sou um cretino com uma vida vazia por não conseguir fazer jus a pergunta do animal do meu amigo. E o pior é que não é não tenha acontecido nada na minha vida. Com certeza acontece. Acontece na de todo mundo.
Mas essa pergunta remete a algo grande. Digno de nota. Respeitável. Uma experiência única, enriquecedora. Ou você acha que dizer para ele que ontem eu experimentei chuchu é algo memorável? Ou melhor, ontem eu decidi que só tomaria banho gelado dali por diante!! Não, já sei, vi uma menina muito gostosa no metrô! Ah não, claro, como fui esquecer. Tomei um sorvete novo!
Porra, foram só as férias. Nada mais do que isso. Algumas pequenas alterações na rotina mas nada mais. Afinal, eu continuo não comendo chuchu. E minha vida continua a mesma.
14 fevereiro, 2009
inspire-se
Nosso medo mais profundo é sermos poderosos demais.
É a nossa luz, e não nossa escuridão, que nos assusta.
Sendo medíocre você não serve ao mundo.
Não há nada enriquecedor em se diminuir para que os outros não se sintam inseguros perto de você.
Somos todos feitos para brilhar como crianças.
Não apenas alguns de nós, mas todos nós.
Quando deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente nós damos às outras pessoas permissão para que possam fazer o mesmo, nós as inspiramos.
Ao nos liberarmos de nossos medos, automaticamente essa nossa presença libera os outros.
fonte
11 fevereiro, 2009
sobre eles
Acaba o primeiro tempo, resultado parcial 1x1. O brilhante repórter pergunta ao atacante matador:
- Como foi o gol?
- Ué, você não viu não?
Tem gente que pede né não?!
09 fevereiro, 2009
Essa frase foi retirada de um blog que comecei a ler a pouco tempo. É a visão de uma novaiorquina que veio morar no brasil, a mais ou menos 1 ano e meio. Não vou entrar no mérito quanto a qualidade do blog. Isso é subjetivo, pessoal, privado.
De qualquer maneira, é uma forte sentença. Não pode ser desprezada. Dita por alguém de outra cultura. Talvez etnocêntrica, talvez não. Alguém que está vendo de fora, mesmo estando dentro, ainda que sempre de fora.
Essa visão em certos pontos torna-se facilmente preconceituosa, generalizante e até mesmo infundada. Porém esse não é o problema uma vez que o preconceito faz parte da alma humana e por isso é utopia achar que ele pode ser estirpado. O que não podemos é permitir a expressão do mesmo; é permitir que o mesmo cause mágoas naqueles que o sofrem.
O que preocupa é o fato de alguém chegar de fora e facilmente ter uma opnião tão radical e específica. Acho que ta na hora de repensarmos os sinais que estamos mandando.
08 fevereiro, 2009
sobre nós
- Na boa, eu conhecia uma família que era assim também Rodrigo. No duro, eu adorava ir pra casa desse meu amigo porque me divertia horrores. Era o seguinte: A mãe dele vinha berrando, dando o maior esporro no pai, em alto e bom som. O filho, meu amigo, muito envergonhado já me chamava para irmos embora, pra eu não presenciar aquilo. Eu rapidinho falava: - Não cara, fica tranqüilo, não me incomodo não!
E fazia mais. Eu ia seguindo os pais deles pela casa, sempre meio escondido, rindo de toda aquela situação. Não, sério, eu me mijava de rir. Ás vezes não agüentava e eles me notavam daí o espetáculo ficava menos real.
Adorava aquilo, minha casa era muito monótona. Todo dia ia pra casa desse meu amigo.
É a galera gosta de ver o circo pegar fogo e o palhaço se fuder!
01 fevereiro, 2009
aqui e agora
- Chega! Vou mudar isso agora.
- Aonde vai? O que vai fazer? – notou-se um tom preocupado na voz dela.
- Vou agora mesmo até a casa lotérica!!
30 janeiro, 2009
sobre a cidade
- Negócio é o seguinte: vou comprar um iPhone!
amigo inconformado
- Sério!? Irado hein cara! Mas vem cá, você não disse que tava sem dinheiro?
jovem empreendedor
- Putz cara, até to sem grana, mas o aparelhinho é “ducaralho”!
amigo inconformado
- Porquê?
jovem empreendedor
- Porra bicho, ele dá a previsão do tempo!
amigo inconformado
- Ué, você não pode olhar pro céu? Sentir o vento? Pensar na época do ano?
jovem empreendedor
- Poder eu posso cara. Mas vem cá, ele checa meus e-mails!
amigo inconformado
- A, essa é boa, mas você recebe e-mails tão urgentes que não podem esperar você chegar num computador?
jovem empreendedor
- Não. Mas sei lá cara, o importante é que ele checa os e-mails e mostra a previsão do tempo!- Além disso, tem um plano de pagamento ótimo, 12 vezes sem juros! Porra cara, pagamento em 12 vezes, não vou nem sentir.
amigo inconformado
- E pra isso, vai ficar um ano pagando? Porra cara, em um ano a terra pode passar por uma catástrofe metereológica que ele não vai prever; você pode receber um e-mail dizendo que a sua empresa vai cortar cargos e que você está na lista das possíveis demissões. Tirando o fato de que até ontem você tava reclamando de grana pra comprar os livros da faculdade!
jovem empreendedor
- Eu sei cara, eu sei, mas eu não tiro a mesma onda com os livros da faculdade!!
amigo conformado
- Ah é, isso é verdade! Pensa no que a Marcinha vai achar!
24 janeiro, 2009
curioso
"Cientistas alteram DNA e criam uma criatura que parece uma mulher linda, e descobrem que ela não pode ser controlada."
Essa foi a sinopse dada pelo TeleCine Action para o filme A Experiência.
Agora, esses cientistas parecem estúpidos, porque todos sabem que as mulheres não podem ser controladas, ainda mais as lindas.
É companheiros, o mundo é das Mulheres, bróder!!
23 janeiro, 2009
sobre nós
Jean-Paul Sartre
Nascemos, logo existimos. Não somos nada. Somos tudo.
As experiências que confrontamos durante toda nossa vida moldam a nossa essência.
Essa essência não é estática, como durante muito tempo pensei. Certos pontos dela podem até ser, ou melhor, podem até possuir uma proteção contra a mutabilidade. Uma espécie de dogma do ser.
Mas a verdade é que quando nos dispusemos a viver a vida, todos nossos dogmas são postos em xeque. Todos perdem esse véu de imutabilidade e passam a ser relativos, passíveis de transformações.
Podemos ser qualquer coisa. Ou melhor, tudo aquilo que nos voluntariamos a viver ditará o rumo da nossa essência. Para ser é preciso existir, e para existir não é preciso ser.
16 janeiro, 2009
tranquilidade?
Cidade Maravilhosa
O carioca é um povo alegre, divertido, hospitaleiro, gaiato para alguns, malandro para outros.
A cidade é reconhecida por muitos como a cidade maravilhosa, um dos locais mais bonitos do mundo, dizem os mais apaixonados, lugar de belezas naturais e de pessoas mais bonitas ainda.
Enfim, tudo isso já é sabido. O que também já é sabido pelos cariocas é que começou aquele período onde tudo fica complicado. É um grande período entre o Natal e o Carnaval, onde a cidade fica tumultuada, cheia de turistas, onde a cada esquina se vê uma festa, uma confraternização, um tumultinho, seja este último bom ou ruim, como assaltos.
Fato é que o aquecimento carnaval começou, ou melhor, já é carnaval no Rio. Calor, praia, trânsito e alegria. Welcome to Rio.
11 janeiro, 2009
Big Brother Brasil
Além disso tudo, enfrentam os desmandos de um diretor ansioso e muitas vezes maquiavélicos; um apresentador morde assopra e o pior dos carrascos e a melhor das mães, o povo.
A, esqueci de mencionar a personalidade dos próprios participantes, sempre muito vaidosos, teatrais, portadores de uma moral sempre irretocável.
Soma-se a isso tudo largas doses de álcool, festas temáticas, edredons, comidinhas e outras situações.
Está formado então o circo mais famoso do Brasil. São 3 meses de baixarias, risadas, emoções e enormes picos de audiência para a todo poderosa do plim plim.
Vai começar o BBB, vai começar o inferno, vai começar a diversão.
10 janeiro, 2009
Aniversário. Data em que celebramos a vida. Mas não celebramos só a vida propriamente dita, celebramos mais um ano de vida. Mais um ano em que foi possível sofrer com nosso time de futebol, chorar com o filme favorito, gargalhar com aquele seu amigo figura, conversar com seu pai, consolar-se com a mãe, brincar com o irmão, defender a irmã.Viajar na música que toca a alma, aprender com o livro que ensina a vida, excitar-se com uma nova paixão, vencer um medo antigo, realizar um desejo novo.
Pois bem, hoje é o 24º aniversário. O 24º de uma vida recompensadora. Prazerosa. É claro que as vezes frustrante, mas essa também é uma das belezas da vida. Gozamos a vitória, e aprendemos a derrota.
Poderia pedir muitas coisas, esperar muitas mudanças, prometer novas atitudes. Mas nesse novo ciclo que se inicia o que mais espero é uma coisa: não parar nos sinais vermelhos.
Na vida encontraremos sinais vermelhos a todo momento. Alguns, muito bem colocados, salvadores até. Outros, inconvenientes, castradores. Espero ter a coragem para vencer os obstáculos que aparecerão. Espero ter a sagacidade para saber quando um sinal vermelho deve ser respeitado e quando merece o nosso desprezo.
Pretendo realizar tudo aquilo que desejo. Pretendo proteger tudo aquilo que amo. Pretendo vencer tudo aquilo que incomoda. Afinal, já tenho 24 anos, só tenho 24 anos.
