Até hoje, por muitas vezes senti uma sensação de dormência. Quero dizer com isso que por muitas vezes a vida seguia como num rolo automático. Um botão de play contínuo. Sempre constante.
Mas frequentemente, o rolo seguindo, o filme passando, era como se estivesse apenas representando. Era como uma espécie de anestesia. Mais do que isso. Uma espécie de droga que me deixava entorpecido. Aéreo. Como se não tivesse vivenciando aquilo na sua plenitude.
Pois bem. É domingo. Final dele. Começo da segunda. Minha cabeça é avassalada por pensamentos infames e importantes. Idéias. Conceitos. Inutilidades. Angústias. Dores. Som e Fúria.
Não sei muito bem o que fazer com essa coisa chamada vida. Acho que ninguém sabe. Mas sei que não quero a dormência anterior.
Se conto com amigos lendo este texto, peço à eles que me ajudem nisso. Peço que me mantenham inquieto. Peço que me encorajem. Peço que me empurrem sempre a frente.
Uma fase importante da minha vida termina esse ano. Sinto um pouco de frustração. Não acho que fui completamente honesto comigo, com os outros, com a vida. Mas sinto orgulho em dizer que aprendi.
Aprendi que não posso deixar pra trás sonhos. Vontades. Idéias.
Cresci. Amadureci, eu penso.
Também sei que é chato todo esse papo de auto-ajuda. Mesmo. Foi mal. Mas quero pedir aos amigos que me ajudem a ser insano. Que me mantenham sempre firme.
Seja bom ou ruim, quero sentir todas as sensações. Sentir mesmo. Não quero apenas suporta-las, ou diminuí-las com dormências e subterfúgios.
Espero com essa auto-ajuda ter encorajado alguns, ter avisado a outros, e pedidos a todos que me ajudem.
Só escrevi porque é domingo. Tarde. Muito tarde. Eu precisava falar. Mesmo sabendo que talvez me arrependa, mas afinal isso é viver.
Perdão pelo divã.
Enough is enough.
Como descrever o indescritível. Descrever é explicar, exemplificar, esclarecer. NÃO ESTOU AQUI PARA ESCLARECER. NÃO ESTOU AQUI PARA ESCURECER. ESTOU AQUI PARA METER A COLHER, E SÓ! A, e sem distinção de assunto, SEM CRITÉRIOS!!
20 julho, 2009
19 julho, 2009
07 julho, 2009
Tributo ao Rei
Por mais bela e leve que a vida possa ser as vezes, ao olharmos pra todos, eu disse TODOS, com atenção, com destreza, lá no fundo sentimos aquele tom de angústia e dor.
Eu acho que isso se dá porque no fundo, todos estamos jogados aqui, nesse mundo, lançados a sorte e a certeza de que vamos morrer, ficaremos privados do convívio daqueles que amamos. Ou seja, sabemos e sentimos, no nosso inconsciente, de que no final vamos perder, vamos sofrer, e na total incerteza.
Aí que entram os artistas. Os artistas tornam esse caminho mais leve. Os artistas tocam nossa alma. Eles nos fazem sentir aquilo que há de melhor no mundo. Eles despertam em nós a experiência do divino. Aquele experiência criativa. Aquela fagulha onde algo novo acontece e com ele suplantamos, mesmo que por um momento, as dores e as angústias da vida.
Hoje foi sepultado um desses grandes. Um desses caras que tinham o dom de tocar o ser humano, fazê-lo esquecer de suas dores, rir, dançar, chorar e se emocionar com suas músicas.
A sua dança nos fazi perder a noção de tempo e espaço. Nos fazia perder a caretice e o enquadramento das leis do cotidiano. Ele suplantava os limites da gravidade e seus movimentos faziam-nos acreditar que era possível e fácil aquele tipo de coisa.
Enfim, este texto foi brotando enquanto eu to assistindo a cerimônia. Ela ta rolando ainda. E eu continuo me emocionando.
Aqui vai a minha preferida dele. http://www.youtube.com/watch?v=e3wShd_bX8A&feature=fvst
Valeu Michael.
Té mais.
Eu acho que isso se dá porque no fundo, todos estamos jogados aqui, nesse mundo, lançados a sorte e a certeza de que vamos morrer, ficaremos privados do convívio daqueles que amamos. Ou seja, sabemos e sentimos, no nosso inconsciente, de que no final vamos perder, vamos sofrer, e na total incerteza.
Aí que entram os artistas. Os artistas tornam esse caminho mais leve. Os artistas tocam nossa alma. Eles nos fazem sentir aquilo que há de melhor no mundo. Eles despertam em nós a experiência do divino. Aquele experiência criativa. Aquela fagulha onde algo novo acontece e com ele suplantamos, mesmo que por um momento, as dores e as angústias da vida.
Hoje foi sepultado um desses grandes. Um desses caras que tinham o dom de tocar o ser humano, fazê-lo esquecer de suas dores, rir, dançar, chorar e se emocionar com suas músicas.
A sua dança nos fazi perder a noção de tempo e espaço. Nos fazia perder a caretice e o enquadramento das leis do cotidiano. Ele suplantava os limites da gravidade e seus movimentos faziam-nos acreditar que era possível e fácil aquele tipo de coisa.
Enfim, este texto foi brotando enquanto eu to assistindo a cerimônia. Ela ta rolando ainda. E eu continuo me emocionando.
Aqui vai a minha preferida dele. http://www.youtube.com/watch?v=e3wShd_bX8A&feature=fvst
Valeu Michael.
Té mais.
Who´s bad?
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