Acabo de ver no fantástico uma reportagem que se debruça sobre a fábula da formiga e da cigarra. Devemos cantar e nos preocupar apenas com o presente, ou trabalhar de maneira incessante, sempre pensando no longo e rigoroso inverno que pode bater a nossa porta?
Quem é mais feliz, a formiga, que de maneira eficaz e rigorosamente disciplinar realiza seu trabalho diário, na busca por comida, ou a cigarra, que não pensa em trabalhar para juntar para o dia de amanhã e vive sua vida cantando?
Fiquei intrigado com a reportagem, ainda mais por ser domingo, véspera da famigerada segunda-feira. Amanhã tenho que acordar cedo, cumprir as tarefas pendentes, praticar exercícios, ir para o estágio, ir para faculdade, enfrentar trânsito, pessoas mal educadas, cansaço. Tudo o que todos bem conhecem da segunda-feira.
Confesso que, vendo a tv, a vida da cigarra me pareceu mais sedutora. Fiquei pensando em como seria viver pensando no presente, como o carpe diem, sem pensar no futuro, nesses projetos de longo prazo, não ter que ir para faculdade, nem tão pouco para o estágio, poder ir à praia, ou ao cinema, jogar bola, tênis, frescobol. Sair a noite em pleno curso da semana. Enfim, falta coragem, pelo menos no momento, para isso.
Pelo menos um saldo esta reportagem trouxe: vou tentar trazer mais um pouco de cigarra pra esta pobre formiga. E não que eu seja um trabalhador dos mais castigados pelo lavoro. Pelo contrário, poderia ser bem pior. Esse post é de maneira genérica, pensando em todos que devem acordar cedo amanhã, e que com certeza gostariam de colocar mais canto do que trabalho em suas vidas.
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